quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Algumas duvidas mais frequentes?

Algumas duvidas mais frequentes?
AIDS  é uma doença infecciosa transmitida por um vírus chamado HIV. Para se ter AIDS é preciso estar contaminado com o vírus HIV; não existe AIDS sem a presença do vírus.
Selecionei as dúvidas mais frequentes que surgiram em nossa seção de comentários em relação a transmissão e contaminação pelo vírus HIV. 


1) Quais são as vias mais comuns de transmissão do HIV?

- Sexo desprotegido com pessoas contaminadas
- Transfusão de sangue contaminado
- Partilha de agulhas contaminadas
- Transmissão da mãe para o feto na gravidez

2)  Eu posso pegar AIDS fazendo sexo com uma pessoa não contaminada?

Não. Esta questão ainda é motivo de dúvida para muitas pessoas. Não se pega o vírus HIV de pessoas que não têm o vírus HIV. Se o seu parceiro(a) não está contaminado(a), não há risco de transmissão. O ato sexual não "cria" o HIV. Do mesmo modo que não se pega sarampo de quem não tem sarampo, não se pega o vírus HIV de quem não tem o vírus HIV.

3) É possível ter relações desprotegidas com uma pessoa portadora HIV e não se contaminar?

Sim. A transmissão não ocorre em 100% dos casos. Na verdade, na maioria das vezes são necessárias mais de uma relação desprotegida para haver a transmissão.

4) É verdade que mulher não transmite HIV para o homem?

Não. Isto é um mito que provavelmente surgiu pelo fato do risco de transmissão da mulher para o homem ser menor do que do homem para mulher. Portanto, é possível que homens se contaminem com HIV tendo relações desprotegidas com mulheres

HIV5) A camisinha protege 100% contra o HIV?

Não. A proteção da camisinha para o HIV é de aproximadamente 95%. Este dado merece dois comentários: 
- Se o seu parceiro(a) é sabidamente portador(a) do vírus HIV, existe uma pequena chance de contaminação através do sexo com preservativo, principalmente se as relações sexuais forem frequentes.
- Como o risco de transmissão através de uma única relação sexual é baixo, o uso da camisinha faz com que este risco seja praticamente zero. Portanto, o uso de camisinha em sexo casual praticamente garante que não haverá transmissão do vírus.

6) Se o parceiro não ejacular dentro da vagina ou do ânus, ainda assim há risco de transmissão do HIV?

Sim. Não é preciso ejaculação para haver transmissão do HIV

7) Qual a via sexual que traz mais riscos? 

O sexo anal é tipo de sexo com maior risco de transmissão do HIV

8) O que traz mais riscos, sexo anal passivo ou sexo anal ativo?

O sexo passivo, tanto na via vaginal quanto anal, traz maior risco de contaminação. Isto não significa que o parceiro ativo também não corra riscos.

9) Sexo oral transmite HIV?

Sim. Como há HIV nas secreções da vagina e do pênis, o parceiro(a) que colocar a boca em contato com o pênis ou a vagina pode se contaminar.

Como a saliva não contém HIV em quantidades significativas, receber o sexo oral, ou seja, ter o pênis ou a vagina em contato com a boca de outros não costuma trazer riscos. Estima-se que a chance de contaminação ao receber sexo oral seja de apenas 0,005%.

10) Beijo transmite AIDS?

Não. Não existe concentrações suficientes de HIV na saliva para transmissão através do beijo.

11) Mas se eu beijar um HIV positivo que esteja com a boca sangrando? 

Neste caso existe um pequeno risco de transmissão, mas é preciso que seja um sangramento visível. Existe apenas 1 caso conhecido no mundo inteiro de transmissão do HIV deste modo.

12) Se o parceiro tiver uma afta, existe risco de transmissão do HIV pelo beijo?

Se não houver sangramento, não.

13) Sexo entre mulheres transmite o HIV?

Sim, apesar do risco ser bem menor do que com o sexo heterossexual ou homossexual entre homens.

14) Existe risco de transmissão do HIV através da penetração anal ou vaginal com os dedos?

Muitíssimo baixo. Se o dedo tiver cortes ou feridas é possível se contaminar. Se o dedo estiver sangrando é possível transmitir. Porém, repetindo, o risco é muito baixo.

15) É possível a contaminação com o HIV se um mosquito picar uma pessoa infectada e imediatamente depois me picar? 

Não. Não existe nenhuma hipótese de transmissão do HIV por mosquitos.

16) É possível transmitir o HIV pelo leito materno?

Sim. O aleitamento materno é uma das vias de transmissão do HIV da mãe para o filho.

17) Partilhar brinquedos sexuais como vibradores e dildos podem causar transmissão do HIV?

Sim. Deve-se usar um novo preservativo no objeto a cada troca com o parceiro(a).

18) É possível pegar AIDS em banheiros públicos?

Não. O HIV não sobrevive fora do corpo humano no ambiente.

19) É possível pega AIDS partilhando lâminas de babear?

Sim, pouco provável, mas possível, principalmente se a pessoa usar um lâmina ainda com sangue fresco de uma pessoa contaminada.

20) É possível pegar HIV de uma pessoa contaminada mais ainda aparentemente saudável, ou seja, sem AIDS?

Sim. O fato da pessoa portadora do HIV ainda não ter critérios para AIDS ou qualquer doença aparente não significa que ela não possa transmitir o vírus. 

21) É possível pegar HIV através de tatuagens ou piercing?

Sim. Todo material que penetre a pele deve ser descartável. Se o profissional que faz a tatto ou coloca o piercing reutiliza material, há sempre risco de contaminação. Se o material for estéril e descartável, não existe risco.

22) O sangue de outra pessoa tocou na minha pele, posso ter sido contaminado?

O contato de sangue com pele íntegra não transmite o HIV. Basta lavá-la com água e sabão. Só existe risco se o sangue entrar em contato com feridas na pele ou mucosas (olho, boca, ânus ou vagina).

23) É possível pegar HIV através da mordida de uma pessoa infectada?

Sim. É raro, mas já existem alguns casos relatados quando a mordida causa lesão da pele.

24) É possível pegar HIV através de um arranhão?

Não.

25) É possível pegar HIV através de uma cusparada?

Não. 

26) Tosse ou espirro transmite HIV?

Não

27) Trabalho ou moro com uma pessoa portadora do HIV, devo tomar alguma precaução em relação a ela?

Não. A não ser que vocês tenham sexo desprotegido, ela não te contaminará; mesmo que vocês se beijem, abracem, usem os mesmos talheres, usem o mesmo banheiro, a mesma toalha, dividam a mesma cama etc...

28) Preciso lavar as mãos após ter tido contato com um paciente HIV positivo?

Não

29) É possível pegar HIV através de uma alimento propositadamente contaminado?

Não. Isto é uma lenda urbana. Sangue no ketchup, sêmen na sopa, água contaminada etc... O HIV não resiste ao contato com calor ou outras substâncias químicas. Além disso, o HIV é morto pela acidez do estômago. Não existe nenhum relato no mundo inteiro de contaminação pela ingestão do vírus.

30) Doar sangue pode me contaminar?

Não. Doar sangue não faz ninguém pegar HIV.

31) Se uma pessoa com HIV tocar no meu pênis, eu posso me contaminar?

Não. O HIV não vive no exterior do corpo. Não há HIV na pele das pessoas. 

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Saiba quais são os sintomas iniciais da infecção pelo HIV e quais doenças definem a AIDS 
Ao contrário do que muita gente pensa, ser portador do HIV não é igual a ter AIDS (SIDA). Para o diagnóstico de AIDS é preciso, além da presença do vírus, a coexistência de doenças causadas pela imunossupressão. 

O HIV age infectando e destruindo os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual, e os pacientes costumam permanecer assintomáticos por muitos anos. Isto significa que as pessoas podem ser portadoras do HIV por muito tempo sem necessariamente desenvolver a doença AIDS. 

A AIDS  surge quando o número de linfócitos torna-se muito baixo e a quantidade de vírus no sangue (carga viral) muito alta. Com poucos linfócitos viáveis, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando susceptível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.

Na verdade, o vírus HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade está nas infecções oportunísticas, aquelas que se aproveitam da fraqueza do sistema imunológico para se desenvolver.

Todavia, o HIV em alguns casos pode também causar sintomas. Logo após a contaminação pelo vírus podemos ter um quadro chamado de infecção aguda pelo HIV, que nada tem a ver com a AIDS. É um quadro semelhante a qualquer virose comum, que o ocorre por uma reação do corpo à presença de um vírus novo.
Sintomas HIV - AIDS
Sintomas da infecção aguda pelo HIV (clique p/ ampliar)
Neste texto vamos falar sobre os dois quadros clínicos causados pelo HIV: 

a) Infecção primária pelo HIV (infecção aguda pelo HIV).
b) AIDS (SIDA).

a) INFECÇÃO AGUDA PELO HIV

Chamamos de infecção aguda pelo HIV o quadro de infecção viral que surge dias após o paciente ter sido contaminado pelo vírus.

Uma grande quantidade de sinais e sintomas podem estar associados à infecção aguda pelo HIV. Muitos destes sintomas são inespecíficos e ocorrem também em outros quadros infecciosos, principalmente infecções respiratórias por outros vírus, como gripes, resfriados, mononucleose, etc. 

O sintoma mais comum da infecção aguda pelo HIV é a febre (38ºC a 40ºC), que ocorre em mais de 80% dos casos.

Também são muito comuns:
  • Faringite sem aumento da amígdalas e sem presença de pus ( leia: DOR DE GARGANTA - FARINGITE E AMIGDALITE )
  • Manchas vermelhas na pele (rash) que ocorrem 48 a 72h após o início da febre e costumam durar entre 5 e 8 dias. Este rash costuma se apresentar como lesões arredondadas, menores que 1 cm, avermelhadas, com discreto relevo e distribuídas pelo corpo, principalmente no tórax, pescoço e face. Também podem acometer solas dos pés e palmas das mãos.
  • Aumento de linfonodos (ínguas) principalmente em axilas e pescoço.
  • Dores articulares, musculares e cefaleia (leia: DOR DE CABEÇA - ENXAQUECA, CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE)
Em 10% dos casos pode haver também aumento do fígado e/ou baço, úlceras orais, anais e genitais, diarreia e vômitos (podendo levar ao emagrecimento de até cinco quilos).

A úlceras parecem estar relacionadas ao ponto de entrada do vírus nas mucosas, semelhante ao que ocorre na sífilis (leia: SINTOMAS DA SÍFILIS). Úlceras orais indicam contaminação por sexo oral ativo e as úlceras anais por sexo anal passivo. Do mesmo modo, podem haver úlceras vaginais e penianas.

Existem também casos descritos de hepatite, pneumonia e pancreatite (leia: PANCREATITE CRÔNICA E PANCREATITE AGUDA) causados pela infecção aguda do HIV. Em raros casos também pode ocorrer candidíase oral ou vaginal.

Tipicamente, os sintomas de infecção aguda pelo HIV iniciam-se entre 2 e 4 semanas após a exposição ao vírus. Porém, já foram descritos casos com até dez meses de intervalo.

Como se pode notar, os sintomas da infecção aguda pelo HIV são inespecíficos, comuns a várias outras doenças. É muito difícil estabelecer um diagnóstico apenas pelo quadro clínico Por isso, mais importante que os sintomas em si é o tempo de intervalo entre o comportamento de risco (sexo sem preservativos ou compartilhamento de agulhas) e o aparecimento dos mesmos.

De qualquer modo, o diagnóstico não é clínico já que várias doenças têm o mesmo quadro, sendo necessário a realização das sorologias ou da pesquisa do vírus para confirmação (leia: SOROLOGIA PARA HIV / AIDS. COMO E QUANDO TESTAR?).

Os pacientes na fase aguda do HIV apresentam carga viral elevadíssima estando, portanto, altamente contagiosos neste momento (leia: SAIBA COMO SE PEGA E TRANSMITE HIV E AIDS (SIDA)).

O quadro de infecção aguda pode durar até duas semanas, depois desaparece e o HIV fica silenciosamente alojado no corpo por muito anos. Após a fase aguda, a carga viral (contagem de vírus circulante no sangue) cai e se estabiliza em níveis baixos.

b) SINTOMAS DA AIDS (SIDA)

O término da infecção aguda costuma coincidir com a positivação da sorologia anti-HIV, ou seja, os exames de sangue para a pesquisa do HIV passam a ficar positivos.

O HIV ataca e destrói as células de defesa chamadas linfócitos CD4. A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA ou AIDS) é um quadro de imunossupressão (queda do sistema imune) por níveis baixos de linfócitos CD4, o que favorece o surgimento de infecções oportunistas.

Chamamos de infecções oportunistas aquelas que se aproveitam da queda no nosso sistema imunológico para nos atacar. Infecções oportunistas existem não só na AIDS, mas também em pacientes transplantados, em quimioterapia, com câncer, ou qualquer outra condição que leve à imunossupressão.

Para se estabelecer o diagnóstico de AIDS é preciso estar infectado pelo HIV e:

1) ter uma contagem de linfócitos CD4 menor que 200 células/mm3; ou
2) apresentar uma das doenças definidoras de AIDS, que são:
  • Candidíase pulmonar ou traqueal.
  • Candidíase de esôfago (leia: O QUE É A CANDIDÍASE ?).
  • Câncer de colo uterino invasivo (leia: HPV | CÂNCER DO COLO DO ÚTERO | Sintomas e vacina).
  • Coccidioidomicose disseminada (uma infecção fúngica).
  • Criptococose extrapulmonar (também uma infecção fúngica).
  • Criptosporíase intestinal (doença parasitária).
  • Citomegalovírus (doença viral).
  • Encefalopatia do HIV (lesão cerebral pelo HIV).
  • Herpes simples crônica (mais de um mês de duração) ou disseminada (leia: DST - HERPES LABIAL E GENITAL).
  • Histoplasmose disseminada (infecção fúngica).
  • Isosporíase intestinal crônica (doença parasitária).
  • Sarcoma de Kaposi (neoplasia típica da AIDS) (leia: SARCOMA DE KAPOSI).
  • Linfoma de Burkitt.
  • Linfoma do sistema nervoso central (leia: O QUE É UM LINFOMA ?).
  • Infecção disseminada por Mycobacterium avium complex (infecção bacteriana).
  • Tuberculose disseminada (leia: SINTOMAS DE TUBERCULOSE).
  • Pneumonia pelo fungo Pneumocystis carinii (também chamado Pneumocystis jirovecii).
  • Pneumonias recorrentes (leia: QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA PNEUMONIA ?).
  • Leucoencefalopatia multifocal recorrente (doença viral que ataca o cérebro).
  • Sepse pela bactéria salmonela (leia: O QUE É SEPSE E CHOQUE SÉPTICO ?).
  • Toxoplasmose cerebral (leia: TOXOPLASMOSE | Sintomas, IgG e tratamento).
  • Síndrome consumptiva (emagrecimento) do HIV.
Qualquer paciente que apresente uma das doenças acima provavelmente possui alguma deficiência imunológica, pois são problemas de saúde que não costumam surgir em indivíduos com sistema imune perfeito. As doenças listadas acima são típicas de pacientes com imunossupressão, não necessariamente por AIDS. Sua presença, porém, indica obrigatoriamente a investigação do HIV, caso não haja uma causa óbvia para a imunossupressão, como por exemplo, uso de drogas imunossupressoras ou quimioterapia.

Não existe um quadro clínico único da AIDS. A apresentação clínica vai depender do tipo de doença que se desenvolver e os órgãos afetados. Se você me perguntar qual os sintomas da AIDS, eu vou responder: - Depende, há vários.

As doenças mais típicas da AIDS são a candidíase de esôfago, a tuberculose (que na forma pulmonar pode ocorrer também em pessoas sem HIV), o sarcoma de Kaposi, a toxoplasmose cerebral, a pneumonia pelo fungo P.carinii e a citomegalovirose.

A imunossupressão além de facilitar o surgimento de infecções, também aumenta a frequência de neoplasias malignas. Cânceres como o de colo uterino (leia: SINTOMAS DO HPV E CÂNCER DO COLO DO ÚTERO) se tornam extremamente agressivos e linfomas são muito mais frequentes na AIDS do que em pessoas sadias. Outros como o Sarcoma de Kaposi são típicos de imunossuprimidos, principalmente em homossexuais (leia: SARCOMA DE KAPOSI).

Aquela imagem do paciente com AIDS, caquético, cheio de lesões de pele e candidíase oral, já não é mais tão comum. O tratamento avançou muito nos últimos anos e boa parte dos doentes mantém seus níveis de CD4 elevados, impedindo a ocorrência de infecções oportunistas. Os pacientes já são diagnosticados mais precocemente e o tratamento costuma ser iniciado antes de fases avançadas da doença.

Mas o HIV ainda não tem cura e ainda mata. Na verdade, quem leva ao óbito não é o HIV, mas sim as infecções oportunísticas e neoplasias secundárias à imunossupressão.


“A aids não tem preconceito. Previna-se”

                                                                                                         A proposta do Ministério da Saúde é estimular a reflexão sobre uma sociedade menos preconceituosa, mais solidária e tolerante à diversidade sexual e às pessoas vivendo com HIV/Aids  .                                                                       Neste carnaval não se esqueça de usar sua melhor fantasia a Camisinha!!Beijo na bôca!!!

2 comentários:

  1. Saber do contágio pelo HIV precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida.

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  2. A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.

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